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A Alessandra Queiroz, amiga do grande Paulo F., esteve no domingo assistindo a peça "Homens, Santos e Desertores", pelo que eu entendi pela segunda vez. Na segunda-feira ela me mandou um belo e-mail contendo suas impressões e com sua devida autorização transcrevo aqui:

Oi Marião!

Ontem fui junto com o Paulo F ver Homens,Santos e Desertores, segue uma
tentativa de dizer algo:

Enrolei, agendei varias vezes e depois adiei, tudo era uma grande desculpa
para não encarar aquele texto, aqueles atores, aquela atmosfera, aquela
direção.

Preciso dizer que novamente fiquei a ponto de explodir....

Existe um tempo uma relação com todo aquele universo que me deixou de queixo
caído, o Gabriel em alguns momentos tão frágil e derrepente estoura numa
maturidade ... tudo casa muito bem, Fernanda foi muito feliz na direção, a
iluminação a sonoplastia e para completar o publico completamente mudo –
parecia que as pessoas nem respiravam - até começar a ouvir alguns
soluços.... Lagrimas que escorrem de almas perturbadas.
Por varias vezes segurei o choro não queria admitir que estava levando uma
porrada, que a sensibilidade de cada cena, cada gesto, cada ação e cada
palavra estava infiltrando pelos meus poros ... a peça terminou , meu
coração parecia que tinha parado de bater, e se o Wiltão não tivesse entrado
e falado que eles não saiam para os aplausos eu estaria ali sentada até
agora.

Um homem e um menino, um menino e um homem.

Um homem trancafiado entre suas paredes, seus livros e pensamentos

Um menino inocente, buscando conhecimento, buscando carinho, buscando ser
diferente dos demais, buscando em quem se espelhar.

Acredito que todos temos um “espelho”, alguém com quem se identificar, neste
espetáculo o menino que era visto como “esquisito” encontra seu espelho no
homem que se excluiu da sociedade...

Homem e menino se descobrem entre os quadros deste que acredito ser um dos
melhores trabalhos do Mario como ator, é muito rico vê-lo em cena, arrepia
só de lembrar...e tudo que escrevo ou digo sobre este espetáculo parece
superficial tamanha sua grandeza.

É um espetáculo sensível e brutal ao mesmo tempo.
Esta é minha definição, até porque estou sem palavras.

E depois do espetáculo pude comprovar o que já tinha em mente, o Marião é um
simpatia de pessoa, então me pergunto mais uma vez porque as pessoas sentem
prazer em falar mal do cara... INVEJA meu CARO, inveja! Inveja porque tanto
o Marião como a galera do Cemitério são o que são e pronto!

Meu sonho antes era ser atriz, agora que já sou atriz vivo a utopia de
sobreviver de teatro, sei que não sou o Mario Bortolotto mas concordo quando
ele diz:
“ Como posso vender uma idéia que vem contra aquilo que penso?”

Como?
Não se render a mídia...
Como sobreviver sem a mídia...
Como sobreviver de Teatro...

Alessandra Queiroz



 Escrito por Mário às 11h13
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