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GETSÊMANI 

Hoje tem Getsêmani. Os caras sequestram um editor de livros de auto-ajuda e querem obriga-lo a publicar literatura decente. É uma peça recheada de palavrões com uma dose bem forte de violência física e verbal, mas não deixa de ser uma comédia a julgar pelo argumento.

Sexta e Sábado : 21h30

Domingo : 20h30

Teatro Alfredo Mesquita

Rua Santos Dumont, 1770 > Santana

Fone : 6221-8887

Estacionamento gratuito

Ingresso : R$ 10,00



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 08h32
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Hoje no Teatro tem sarau de poemas e textos promovido pela nossa amiga, a Escritora Índigo. Além dela estarão lendo textos os escritores Ronaldo Bressane, Vanderley Mendonça, Luiz Roberto Guedes, Marcelino Freire, Ivana Arruda LeiteAdriano Vennuchi.

Entrada Franca e estacionamento gratuito.

Hoje - Quinta-Feira 

20h

Teatro Alfredo Mesquita

Rua Santos Dumont, 1770 - Santana

Fone : 6221-8887

 

 



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 09h51
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O ADEUS DA VELHA E AGUERRIDA SENHORA

E morreu Lélia Abramo. No último Prêmio Shell, a equipe do Metrópolis me procurou para ceder um depoimento sobre a atriz que estava sendo homenageada no evento. Disse a verdade. Eu e Lélia brigamos muito durante algum tempo. Todos sabem da luta dessa mulher pela classe teatral. Quando assumiu a presidência do sindicato enfrentou Deus e todo mundo para regulamentar o trabalho do ator. O resultado é que foi queimada sem piedade. Perdeu o emprego na tv Globo e que eu saiba (posso estar errado) nunca mais voltou a trabalhar lá. E Lélia então buscou trabalhos alternativos. Um deles era ser jurada de festivais de teatro amador. Durante 10 anos eu participei de tudo que é festival de teatro amador no país. Essa é a minha maior escola. Era só ter passagem e rango e a gente tava lá. Às vezes nem tinha passagem, mas só a idéia de poder comer decentemente durante uma semana já era mais que motivo pra gente se inscrever. Mas isso é outra história. Conto em outra ocasião. O fato é que Lélia e eu nos trombamos em muitos festivais. E nos estranhamos. Ela no júri e eu no palco. E a gente discutia muito durante os debates. Ela parecia não aceitar muito o meu estilo de teatro. Até que um dia em um debate de festival ela se recusou a analisar o nosso trabalho dizendo simplesmente: “Estou aqui para analisar teatro. O que o Mário faz é cinema. Então não vou analisar nada”. Achei muito engraçado aquilo e tomei inclusive como elogio. Eu gostava muito de cinema e sei que muitas influências vinham exatamente de lá. Até que um dia no festival de Sorocaba a gente apresentou “Inimigos de Classe”, uma peça de Nigel Willians. Não era uma peça minha. Não era texto meu e nem direção minha. Eu apenas trabalhava como ator. A gente já tinha ganho uma porrada de prêmios no Festival de São José dos Campos. Eu tinha inclusive ganho o de “Melhor ator”. O saudoso Ademar Guerra abriu o debate de Sorocaba elogiando muito a montagem e Lélia Abramo para minha surpresa tomou a palavra e disse: “Acho que existem atores e não atores. Mário é um ator. É isso”. Achei de novo surpreendente. Não sendo texto nem direção assinados por mim, e por ser um trabalho basicamente de teatro sem as minhas influências “cinematográficas”, creio que ela se sentiu bastante a vontade para falar sobre a peça. A partir daí a gente passou a ter uma relação bastante tranqüila. A encontrei pela última vez há cerca de um ou dois anos (não tenho certeza) no Centro Cultural São Paulo e conversamos amigável e muito serenamente. O que vai ficar pra mim dessa mulher além de seus trabalhos e de sua luta política séria e fodona é a imagem de uma mulher sempre surpreendente. É isso. Vai fazer falta. Mas enfim vai descansar um pouco. Só assim mesmo pra ela descansar. Fodona.



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 16h29
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