Blog do Grupo de Teatro Cemitério de Automóveis
     
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O que é isto?
 


E o Enéias também escreveu em seu blog, o "Tempestade Serena", sobre a nossa peça. Tá aí o texto dele:

O que restou do sagrado

 Será que Deus criou o mundo sem prever seus efeitos colaterais? Ele não sabia que a gente era curioso o bastante pra deixar de experimentar o fruto proibido? Melhor ainda: ele tem maldade, afinal de contas fomos criados a sua semelhança, e se diverte com a crueza que percorre as veias de sua criação. Ou você acha que o onipresente é só amor? Conversa. Vai saber se ele não tá de saco cheio de tanto evocarem seu nome. Vai saber se la no céu tem cerveja, sexo e Rock&Roll. Vai ver o todo poderoso tem uma puta inveja da gente. Vai ver ele tá em crise existêncial...tipo, tá afim de tirar umas férias...sei lá...O fato é que o onipotente armou sua armadilha(?), ali no Espaço dos Satyros, na praça Roosevelt 214. Seis simpáticos personagens esquálidos, nem por isso exauridos de humanidade, se encontram na igreja para se arrependerem de seus pecados e assim salvarem o mundo. Mas tem que ser penitência verdadeira. Vai ser foda, hein? Suas confissões sórdidas e nefastas são o próprio mal pela raiz, escancarado sem piedade. Em outras palavras: Essa peça não é pra qualquer um. Se você se acha capacitado então vai lá, conferir o mais novo texto de Mário Bortolotto. Terças e quartas as 21:30. Até 15 de dezembro. Mas cuidado com a armadilha que Deus preparou, e não me culpe se for pego por ela.

                                      (Enéias)




 Escrito por Cemitério de Automóveis às 12h09
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E saquem só a análise mais que coerente que o Santo fez da gente em "O que restou do Sagrado". O malaco assistiu a peça e me mandou esse coments:

"Aí sangue bom, fui ver sua peça. Gostei pacas! Ri um monte. O Wiltão tá muito engraçado cara. Achei que os caras deveriam ter comido o Padre. O personagem do Wiltão principalmente, assim o Padre iria aprender que com criancinhas não se mexe, mesmo que não tivesse mexido..hahaha. A Puta manda muito bem. O Boyzinho tbm ficou bem na fita pois teve hora que dava vontade de enfiar um bambu no loló dele pra parar de ser otário. Na verdade a sapatona tbm era um pouco loke, mas a atriz tbm detona, pois escritora sapatona é assim mesmo. A secretária do bambam ficou bem, gostei do silêncio dela, ela nao tava ausente, dava pra notar o personagem ali toda hora, mesmo sem falar nada. O Padre tinha uns bons silêncios tbm, só achei que quando ele falava tinha que respirar um pouco, mas é só um detalhe, o cara tá legal. Vc tá uma merda!!....hahaha....zoeira...Tútá bem, tem umas tiradas muito boas. Na real, PARABÉNS A TODOS!! Já recomendei a vários. Falou!"

                                                                                      (Santo)



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 11h13
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O Crítico Macksen Luiz do Jornal do Brasil fez uma análise geral do RioCenaContemporânea e escreveu sobre a nossa apresentação de maneira bastante superficial e rasteira como sempre. Há tempos eu acho que a crítica carioca (Barbara Heliodora e Macksen Luiz) com sua análise burra está prejudicando e muito o teatro carioca. Essas aí foram as suas considerações sobre o nosso trampo:

"No extremo oposto, o grupo paulista Cemitério de Automóveis apresentou A frente fria que a chuva traz, de Mário Bortolotto. A realidade sob a ótica de crítica social, flagra grupo de jovens que aluga uma laje, numa favela da periferia de São Paulo, para festa com consumo de droga, álcool e arrogância. Mais uma vez, Mário Bortolotto manipula com habilidade os diálogos de personagens desajustados com virulência de linguagem, além de construir cenas de arrebatado desenho dramático. Mas falta ao autor dosagem para esse arrebatamento. Na sua obsessão pela contundência, a dramaturgia de Mário Bortolotto provoca efeito contrário ao que pretende, em parte pelo descuido como trata a ação, prejudicada pela falta de depuramento e de rigor narrativo. O espetáculo, escrito, dirigido, sonorizado e iluminado por Bortolotto, se ressente da mesma necessidade provocativa de uma dramatugia que deseja, acima de tudo, fazer barulho".

Na boa, tô cansado dessa visão rasteira sobre o meu trampo. Eu não tô a fim de fazer barulho porra nenhuma. Não tô a fim de incomodar ninguém e nem de causar polêmica. Apenas procuro dizer as coisas que quero e como quero. Se isso de alguma maneira causa polêmica, incomoda ou faz barulho, não é culpa minha. E falta de depuramente e rigor narrativo quem tem é a merda da crítica dele.

Aí no post de baixo tem a análise do grande poeta Chacal sobre o mesmo espetáculo. E agora convenhamos, entre o Chacal e o Macksen Luiz, acho que não tem nem o que pensar, não é?



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 02h38
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E o grande poeta e também grande amigo Chacal escreveu em seu blog sobre o espetáculo "A Frente Fria que a Chuva traz" que ele assistiu no RioCenaContêmporanea. É pra ficar emocionado. Afinal esse cara foi quem escreveu o clássico "Na piscina dos seus olhos". Não é pouco não, maluco!

cimitarra cemitério !

eu estavas lá e vi: A FRENTE FRIA QUE A CHUVA TRAZ. sábado 16 de outubro no riocenacontemporânea, espaço sesc em copacabana. eu vi e chapei. o cemitério dos automóveis ali. a potência em pessoa. porradaria no marasmo pretencioso da cenacional.algo que não vejo desde o asdrubal trouxe o trombone dos meus vinte anos. humor e pegada. cruzados no queixo. chute no saco. a história de patricinhas/mauricinhos numa festa na lage. traficantes, pagodeiros, seguranças. a nata do desajuste. tudo com muita libertinagem. fernanda d'umbra dá um show, fazendo uma junkie invertebrada que surta e pula fora. mário, de segurança, faz o contraponto da sensatez. fala pouco, diz tudo. fica sorvendo o chorume da vida e destilando impotência amargurada. um par ímpar nos palcos do país. fazendo um teatro atual, aqui agora, a vida como ela é, com todo o risco e toda coragem. não é para entendidos, nem para desentendidos. é para quem quer entender essa vida sem sentido. cemitério dos automóveis. muito obrigado. vocês me fazem insistir na dor e no prazer de fazer arte nos dias de hoje. sem piruagem. sem presepada. apenas sendo e fazendo da vida, do dia a dia, da crueza e da utopia, o leitmotiv da arte. cemitério, minha cimitarra contra os vendilhões do templo. jihad !!!!!!!!! 

(Chacal) 



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 02h28
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E o Brother Edu Castanho do Grupo Satyros me mandou um coments após ter assistido o espetáculo:

"Acabei de ver "O Que Restou do Sagrado". Simplesmente DU CARALHO! Gostei muito de te ver pela primeira vez em cena Marião, pois ainda não tinha te visto. Curti muito o trabalho, e o Wiltão também mandou bem pra kct. É isso aí! Abração!!!"



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 02h22
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E a Marisa escreveu em seu blog:

O QUE RESTOU DO SAGRADO

"Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa"

(Tiago 4:13-15).

 

Não sei se acredito em Deus. Às vezes penso que deixei de acreditar. Deixei de acreditar em Deus, quando vi minha irmã e meu sobrinho definharem numa sala fria, quando minha mãe tentou se matar, quando apostei todas as minhas fichas num caminho errado e quando vejo que o mundo só tem abismos para oferecer. Ás vezes só quero fechar os olhos e nunca mais abrir, e toda vez que acordo, eu deixo de acreditar um pouquinho mais em Deus. Mas acredito quando vejo uma flor numa árvore queimada do cerrado, quando vejo seus troncos tortos e sua defesa contra o fogo. Acredito em Deus, quando vejo caravelas e suas interações inter-específicas, o milagre do feedback positivo e das reações hormonais, ou quando vejo a nadadeira dorsal da rêmora fixada no tubarão num comensalismo lírico e vital. Mas fora isso, dentro da porca humanidade, Deus parece ser aquilo que a gente inventa pra poder dar um sentido egoísta na nossa porcaria de vida. Porque hoje, parece que nada mais tem sentido, e as pessoas vivem apenas em função do próprio umbigo. A gente poderia inventar um amigo invisível. Vai ver que Deus é só isso mesmo. Um amigo invisível. E sua misericórdia foi inventada só pra conseguir dividir um apartamento quando não se tem grana pra bancar um sozinho. Nada tem valor. E quando existem, estes são meramente egoístas e o altruísmo ficou destinado aos babacas. O melhor passatempo da maioria das pessoas é humilhar e diminuir os outros só pra poder se sobressair nesse mundo cheio de carne humana apodrecida. Não há espaço para o sagrado. Não restou nada dele, nem ao menos as migalhas. E por isso pra mim, a mais nova (e talvez a melhor)peça do Cemitério de Automóveis - O que Restou do Sagrado - é um moedor de carne humana. Ali, escoria do mundo foi triada, e jogada numa igreja para que esta se arrependa de seus pecados. Mas nessa peneira, de puro só ficou a bíblia mesmo. E a gente faz parte dela. Dessa escória do mundo. Uma metralhadora giratória apontada pra platéia, que atira sem anunciar. Não há como sair leve, porque não existe inocência em ninguém. É um chute na alma. E você ri. E logo depois, se arrepende por ter rido de algo assim. É inadmissível ser conivente, mas você é. É a escrotagem da tua alma te denunciando. Eu, compartilhei. Ri. E fiquei com raiva de mim mesma por ter rido. É a arma apontada pra ti. É a arma que escancara a podridão que todo mundo é. Só que a gente não precisa de demônios para descobrir o quão escrotos nós somos, e não adianta passar um lápis no olho para ter uma aparência melhor. A alma, já ta apodrecida, e não há mais contrição, redenção, credo ou caminho de volta. Só um eterno pedido de clemência. Em vão.

 

                                - Marisa Lobo Viana -




 Escrito por Cemitério de Automóveis às 05h02
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E o jornalista Valmir Santos indicou no Domingo o espetáculo na Ilustrada da Folha de São Paulo. Ele mandou a seguinte:

"Bortolotto põe fé na palavra e dá fim no juízo de Deus".



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 03h16
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