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O que é isto?
 


E o Ronaldo Ventura escreveu sobre a peça em seu blog:

O que restou do Sagrado

Deus é um problema de lógica.
Se Deus existe, então há sim algo maior que nós, alguma coisa que tem o poder de mudar e comandar tudo e todos. Se Deus existe então aquela coisinha que fica na nossa cabeça dizendo que isso é certo, aquilo é errado, é muito mais que uma moral enfiada na nossa cabeça desde a mais tenra idade, muito mais que o tal do Super Ego. Essa coisinha seria sim, a Voz do Pai.
Se Deus não existe, então nada é errado. Tudo pode. Se o que você fizer, for atrapalhar, estragar, foder, acabar com a vida de outra pessoa, dane-se. Nada é errado. Não tem problema algum alguém estuprar um menino de oito anos e depois tomar o seu sangue, ou queimar mendigos, ou empurrar um gay do trem. Tanto faz. Se isso te incomoda ou se você é a vitima, o problema é seu.
O
Cemitério de Automóveis nos apresenta uma solução simples.
Colocam sete pessoas dentro de uma igreja, todos de diferentes níveis sociais e diferentes exposições na mídia, pessoas que você passaria na boa do lado, sentariam do seu lado no metrô e você nem levantaria os olhos do seu livro. E todos com algo de podre para repartir, como um pão bolorento e um vinho avinagrado numa ceia que perdeu a noção da santidade.
E nos dizem coisas nojentas, horríveis, e ao mesmo tempo plausíveis.
Sim, é bem possível que aquele velhinho que entrou por trás no ônibus seja um estuprador aposentado, ou aquela menina que sai do cinema já tenha matado sua professora com raticida.
E vendo-os você se sente mal. Dói aquela tal de consciência dentro da cabeça.
O
Cemitério nos responde uma pergunta e nos coloca outra:
Deus existe sim!
E daí?



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 14h17
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"BOCA A BOCA" COM CRÍTICA ESPECIALIZADA

Aconteceu um troço muito engraçado, embora um tanto deprimente. Isso às vezes acontece. Nossa peça "O que restou do Sagrado" recebeu a classificação de "Regular" do Guia Boca a Boca e ainda ganhou uma carinha do tipo, sacaram? Quer dizer, algo assim, sei lá. Era só o que faltava. A gente que já tinha que aguentar as estrelinhas da Folha de São Paulo, as críticas "profundas" da Dona Mariangela no Estadão, as estrelinhas da "Vejinha" (eles que agora estão escolhendo as 10 Melhores peças em cartaz, embora não tenham assistido todas as peças em cartaz)e os bonequinhos do Globo, a partir de agora teremos que conviver com a "Crítica especializada" do Guia "Boca a Boca". Chega a ser vexatório. É realmente deprimente, embora não deixe de ser engraçado. Depois a rapaziada ainda quer que o teatro seja levado a sério. Que merda é essa? A gente que faz teatro, realmente merece que nos achincalhem.  



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 11h04
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Mirisola escreveu sobre a nossa peça. Este texto deve entrar no livro que estou escrevendo sobre a história do Grupo, mas como ficou muito bom e trata-se de uma análise bastante arguta sobre o trampo que a gente tá fazendo, achei por bem publicar aqui no blog antes mesmo do livro.

O QUE RESTOU DO SAGRADO

Como se, apesar de tudo, Deus existisse. E se Ele existe, não há solidão...e se não estamos sós, há compaixão e há René Descartes e há misericórdia e há o perdão, apesar de tudo?

Não sei, sinceramente. Em primeiro lugar, porque o fato de Deus existir não modifica em nada a bestialidade humana. Depois, se o homem pode "compartilhar" dos seus piores crimes e investir contra quem, digamos, o "justifica", ele, o homem, de certo modo, também pode melhorar, esperar algo em troca daquele que nada pede e só tem a oferecer: a imagem e a semelhança, o filho, a outra face...e nada, se for o caso.

Depende do homem e do tamanho do céu ou do inferno que este mesmo homem escolheu para si. A partir daí, Deus cumpre sua parte; e as mulheres embucham, o juiz e o bandeirinha favorecem o verdão e a vida continua...

Foi exatamente com essa sensação que saí da peça "O que Restou do Sagrado". Mário Bortolotto chegou onde queria. A peça trata de uma confluência de degenerados que se digladiam numa igreja a fim de expurgar seus crimes na última noite antes do Armagedom. A confissão e a degenerescência de cada um - excluindo o pedófilo encarnado por Wiltão Andrade - não espantam ninguém. Tampouco ao próprio Mário. Quero crer que ele, na hora em que escreveu a peça, não se preocupou com isso. Se fosse eu, não me preocupava. Então, o que restou do Sagrado?

A cruz. Talvez a cruz que o dramaturgo imaginou boiando no cenário de desvario e deserto poderia ter sido o suficiente...ou quase. A meu ver, não foi somente a cruz cenográfica que sobrou ou deu conta do recado, mas sobretudo o credo advindo da falta de um Cristo dependurado à contento. Ou a fé do Bortolotto naquilo que eu chamei de "apesar de tudo" no começo desse texto. A "parte de Deus" que se evidencia no vazio, e que Ele, apenas e tão somente Ele, poderia preencher desde que Bortolotto estivesse à disposição, como escritor e dramaturgo. Se o diabo está na balbúrdia, nas entrelinhas e nos diálogos matadores do autor, Deus é mais sofisticado e onipresente porque está no abandono generalizado do final desse peça.

Bortolotto não é um Brucutu, de jeito nenhum. Retiro o que eu disse. Ou melhor: Mário Bortolotto e Ele são cada vez mais fundamentais, instrumentos da vontade um do outro. Acredite quem quiser.

                                                              Marcelo Mirisola

O QUE RESTOU DO SAGRADO

Terças e Quartas

Às 21h30

Ingresso: R$ 10,00

Recomendação: 16 anos

 

Espaço dos Satyros

Praça Roosevelt, 214
Tel: (11) 3258-6345



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 09h46
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