Blog do Grupo de Teatro Cemitério de Automóveis
     
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ALGO COMO UMA RETROSPECTIVA

Não guardarei boas lembranças deste ano. A gente errou muito. Tudo começou quando aceitamos a residência e programação do Teatro Alfredo Mesquita, em Santana. A gente vinha de dois anos muito bons. Em 2.002 fizemos II Mostra Cemitério de Automóveis no Centro Cultural com 26 peças e 79 atores. Foi du caralho. 2.003 começou arrebentando. Graças a Lei do Fomento (que segundo Antunes Filho, é uma lei de compadrio), conseguimos alugar o Teatro Zero Hora e transformar o dito teatro no período de um ano no Teatro Cemitério de Automóveis, com uma programação intensa de Terça a Domingo com peças (com ingressos a R$ 5 na maior parte do ano), shows e oficinas (gratuítas), além do bar funcionando madrugada a dentro com a rapaziada conversando, discutindo e quebrando o pau. Um grande ano. Sem contar que a gente ainda ficou dois meses no Rio de Janeiro ocupando o Espaço Sérgio Porto com quatro peças do nosso repertório. A gente tava com a corda toda, aí fizemos a grande besteira de aceitar o Teatro Alfredo Mesquita. A gente foi pra lá com a maior boa vontade, a fim de fazer o mesmo trabalho intenso que fazíamos no Bexiga, mas a gente não contava com a máquina administrativa que trava qualquer iniciativa mais entusiasmada de trabalho. Já escrevi um post sobre isso em meu blog pessoal (a quem interessar possa, com link aí do lado), sobre todas as dificuldades que encontramos no Teatro em Santana. Mas mesmo assim, como a gente não consegue fazer de outro jeito, ainda assim trabalhamos pra caralho. Fizemos temporada das peças "A Frente Fria que a Chuva traz", "O Herói Devolvido", "Homens, Santos e Desertores", "Kerouac", "Getsêmani" e estreamos "O Homem que queria ser Rita Cadilac" (produção do Wiltão e do Gabriel). Ao sair de Santana, alugamos o Espaço dos Satyros e estreamos a nossa nova peça "O que restou do Sagrado" que volta em cartaz dia 24 de Janeiro e também alugamos o Teatro X para temporada do "Herói Devolvido" numa iniciativa do Xepa, da Ester e da Aline com co-produção de todos os envolvidos no espetáculo. "O Herói Devolvido" também volta em cartaz dia 18 de Janeiro no Centro Cultural São Paulo. Ainda participamos do Festival de Londrina e do Rio Cena com o espetáculo "A Frente Fria que a Chuva traz". Também fizemos apresentações de "Homens, Santos e Desertores" e "Kerouac" nos SESCs de Piracicaba e Santo André respectivamente. E promovemos no Espaço dos Satyros os debates sobre interpretação, dramaturgia, direção, sonoplastia e iluminação. Fizemos também leituras dos textos "O Método" e "Brutal" no Teatro de Arena. Ainda dirigi a Ester e a Aline em "Garotas da Quadra" para a Cultura Inglesa, fui pra França assistir a leitura de "Nossa Vida não vale um Chevrolet" que foi traduzida para o francês e fiquei sabendo da aprovação do roteiro de "Nossa vida..." para o cinema (deve começar a ser filmado esse ano). Fiz a trilha sonora para a montagem de "O Colecionador" com direção do Loureiro. E escrevi o meu primeiro texto infantil ("A Verdadeira História dos Super-Heróis") para o Grupo La Mínima. De Santos veio a minha montagem de "Curta-Passagem" que fez temporada no Next. Ainda houveram temporadas de textos meus com outros diretores: "Hotel Lancaster" (direção do Loureiro), "A Lua é minha" (direção do Zé Carlos Machado) e a montagem de "Medusa de Rayban" (com Grupo de Porto Alegre que eu prefiro esquecer que existiu). Perdi o Prêmio Shell de "Melhor Texto" pela "A Frente Fria que a Chuva traz" (que tava indicado), mas ganhei o meu primeiro prêmio em cinema como "Melhor Ator" de curta-metragem no Festival Internacional de cinema de Belo Horizonte pelo meu trabalho no curta "Enjaulados" do Brother Luis Montes. E no tempo que sobra, ainda tô escrevendo o livro do Grupo, contos, textos, orelhas de livros e o que mais ficar na fissura de fazer, além de encontrar tempo pra se apresentar com a banda Tempo Instável, participar de debates e jogar futebol que é fundamental. E a Fernanda ainda encontrou tempo pra protagonizar a montagem de "O Mercador de Veneza" do Sérgio Ferrara. Aí tem sujeito por aí que acha que a gente não trabalha, que somos vagabundos e ficamos mamando na teta de puta que os pariu. Ah, vão pra casa do caralho. E olha que eu acho sinceramente que não foi um grande ano. Na boa, não tô satisfeito.

                                                  (Mário Bortolotto) 



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 13h16
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SOBRE O CUMPADI ANTUNES

O Diretor Antunes Filho concedeu uma entrevista ao jornalista Valmir Santos, da Folha de São Paulo falando um monte de merda sobre a Lei do Fomento. Como o nosso Grupo já foi agraciado duas vezes com a referida lei, me sinto incluído nas acusações do diretor e sendo assim, me sinto obrigado a responder, da minha maneira, é claro. Ele começa perguntando irônicamente "Onde é que vocês vão à noite? Nos Botequins? Vou começar a freqüentar". Acho legal ele começar mesmo, mas pra encontrar a gente vai ter que freqüentar os botecos da Bela Vista. Não adianta procurar a gente no Balcão ou no Pequi. Sabe como é que é, a gente não freqüenta. Aí ele diz que "as pessoas que estão recebendo fazem um teatro tradicional". Ele nunca assistiu uma peça minha, então não pode falar essa merda. E mesmo que eu fizesse teatro tradicional, isso é problema meu. A hora que ele tirar os guarda-chuvas do teatro dele, eu tiro minhas latinhas de cerveja. O cara se acha pra caralho. Não assiste peça de ninguém e tem certeza que faz o melhor teatro do mundo. Eu assisto peças dele, e costumo gostar dos resultados, mas não vejo nada de novo no que ele faz. Pra mim, é tradicional pra caralho. Mas e daí? Enquanto ele continuar fazendo bem, vou continuar assistindo. Eu gosto de teatro, tradicional ou de vanguarda. Tanto faz. Gosto de teatro bem feito. E gosto do teatro de muita gente. E desgosto do teatro de muita gente. Mas eu assisto, pra gostar, ou desgostar. Aí ele diz que "em nome da inclusão, está entrando tudo". Porra, ele disse que era teatro de compadre, e agora tá dizendo que entra tudo. Um tanto quanto contraditório, não é não? Aí ele diz "que estão jogando fora os antigos". Mas de quem ele tá falando? Quem são os tais "antigos"? Será que ele tá falando do Sófocles? Bem antigo, né? Aí ele diz que "o teatro de pesquisa deve ser mais bem avaliado. Não é qualquer coisa, qualquer um que vai lá e faz". Mas quem é que ele tá chamando de "qualquer um"? O Latão, o Feijão, Vertigem, o Oficina, a gente? Quem é afinal? Eu gostaria de saber. O cara não cita nomes. Então fica só merda no ventilador. Nada mais do que isso. Se é pra falar, tem que falar direito. Tem que realmente chamar pra briga. Aí ele afirma que o critério para a seleção é o "compadrio". Compadrio de quem? Meu único compadre chama-se Antonio Luz e é padrinho da minha filha. Eu não bebo cerveja no Balcão, nem no Pequi, não freqüento lugares da classe (não porque tenha nada contra a classe, mas geralmente não simpatizo muito com os lugares que a classe freqüenta, só isso), sequer freqüento assembléias. Só participei de uma reunião do "Arte contra a Barbárie" e dormi. Nunca mais fui. Todo mundo sabe disso. Então eu sou compadre de quem? Entendam que estou respondendo por mim. Acho que todos que se sentiram ofendidos tinham mais é que fazer o mesmo. A diferença é que o nosso grupo trabalha pra caralho. A gente sempre cumpre muito mais do que prometemos no projeto. É só pedir as nossas prestações de contas na Secretaria. Deve tá lá pra quem quiser ver. Então que porra de "compadrio" é esse? Eu não preciso ser amigo de ninguém. Eu tenho mais é que mostrar trabalho. E é o que eu sempre fiz. Na seqüência, o velho Diretor que de bobo não tem nada, já aproveita pra dar uma bela puxada de saco no novo Secretário de Cultura. Atentem para os adjetivos que o cara usa para se referir ao Sr. Emanuel Araújo (Que aliás, eu não conheço. Nunca bebi com ele) : ótimo, honesto, sério e interlocutor. Só falta marcar um jantar com o cara. Notem que o único realmente citado é o Secretário de Cultura, e é numas de elogiar. Na boa, puta puxa-saco, hein? E não dá pra esquecer que se existe alguém realmente fomentado, é o Sr. Antunes Filho que é eternamente fomentado pelo Sesc. Mas na boa, o que eu tenho a ver com isso? Problema do Sesc e dele. Eu também gostaria de ter o meu Grupo sendo patrocinado pelo Sesc, mas não vou puxar o saco de ninguém pra conseguir isso. Inscrevo meus projetos como todo mundo, às vezes tenho o projeto aprovado, e às vezes, reprovado, como todo mundo, aliás, menos o Antunes que é um privilegiado e não precisa inscrever projeto nenhum, nem batalhar por nenhum patrocínio. Mas e daí? Sorte dele. E tá tudo certo. É assim que as coisas são. Eu não tenho inveja dele, como aliás, não tenho inveja de ninguém. Não vai ser esse pecado que vai me levar pra companhia do Chifrudo. Ele diz que a cada trabalho "tem que provar que pode continuar trabalhando para o Sesc". Mas não é o que todos os Grupos fazem? Porque ele não diz de uma vez qual é o Grupo que não está trabalhando. Nosso Grupo sempre trabalhou, com ou sem Lei de Fomento. E vamos continuar trabalhando e provando a cada trabalho o nosso valor. Independente se vamos ou não ser agraciados com a lei. Aí ele diz "que alguns críticos só falam bem de amigos". Será que ele tá puto porque o Sérgio meteu o pau no "Canto do Gregório" (que aliás, eu gostei. Já até escrevi sobre ela em meu blog)? Ele não cita nomes, então não dá pra saber. E afinal, o Sérgio é ou não é amigo dele? Queria saber. Diz aí, Sergião. E ele ainda diz que "a cada novo espetáculo, está começando". Aí o Valmir manda a melhor pergunta da entrevista, fudidamente provocativa: "Antigona será a terceira tragédia grega, depois de "Fragmentos Troianos" (1999) e das duas versões de "Medéia" (2001 e 2002). Qual o estágio?". E o cara só se enrola pra responder. A resposta é muito ruim. Eu não vou reproduzir ela aqui não. Quem quiser, entra no site da Folha de São Paulo e vai lá ler. O cara enrola pra caralho e não responde nada. Em resumo, na minha bebum opinião, Antunes Filho tinha mais era que dar um rolê mesmo, ir ver umas peças de teatro, tomar umas com a gente, ouvir aquela canção do Roberto, sabe como é. Ficar falando merda sem conhecimento de causa e sem dar nome aos compadres é por demais confortável, principalmente se você tem o Sesc te dando cobertura e a Folha de São Paulo te dando voz. Quero ver jogar de centro-avante com 12Okgs e ainda fazer gol de voleio igual o Batata. Não é pra qualquer um não, maluco.

                                                                               (Mário Bortolotto)



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 12h48
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QUEM SÃO ESSAS PESSOAS, JACK?

Tava assistindo ontem a gravação que fiz da excelente peça "Num dia Comum" dos amigos Milhen e Laerte. Até que a gravação ficou legal. É uma peça que eu teria que ficar andando pra conseguir gravar de maneira adequada, já que os caras trabalham em teatro de arena, mas se eu ficasse andando, corria o risco de desviar a atenção do público, o que seria drástico. Sendo assim, e dentro das circunstâncias, até que a gravação ficou maneira. O que me incomodou, foi que havia alguém na platéia (na minha frente) que ficava o tempo inteiro olhando no relógio. Percebam que é Teatro de Arena, isto é, os atores podem ter notado isso também. Até conheço o cara. Já vi ele em outras peças. Me parece ser um cara gente boa e tudo o mais. Mas nesse dia tava foda. Ele não parava de olhar o relógio. Porque um cara que tem um compromisso importante vai assistir uma peça de teatro? E porque ele não pergunta na bilheteria a duração do espetáculo? Com certeza ele não conseguiu curtir a apresentação como poderia. Deve ter chegado atrasado no compromisso importantíssimo que tinha logo após o espetáculo e ainda pode ter contribuido para desconcentrar os atores (acho que isso não aconteceu, e se aconteceu, os atores disfarçaram muito bem). Me lembrou as duas gralhas que foram no último dia da nossa peça nos Satyros e ficaram conversando e comentando a peça o tempo inteiro. No final, a Fernanda chamou as duas na responsa e eu as mandei tomar no cu. Uma das duas vacas ainda veio se ajoelhar aos meus pés e me pedir desculpas. Ah, vai pedir desculpas no inferno. Por isso que me junto ao personagem Bob e pergunto em alto e bom tom: "QUEM SÃO ESSAS PESSOAS, JACK?".



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 09h11
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RECICLAR? VOU FICAR POUCO TEMPO POR AQUI

Ontem fui comer um pedaço de pizza na padaria e um carinha encostou no balcão e começou a conversar comigo. É um sujeito legal que sempre vai assistir as nossas peças e depois faz questão de conversar com a gente sobre o que viu, trocar idéia, etc. E no meio do papo, ele falou: "Porque vocês não fazem de novo "Medusa de Rayban"? Eu disse a ele: "Se rolar a Terceira Mostra esse ano, a gente faz algumas apresentações da peça. Vai ser divertido". E ele: "Não. Não é isso. Eu quero dizer, fora da Mostra. Uma temporada normal. Ia ser demais". Respondi: "Pô, cara, eu gosto pra caralho de "Medusa de Rayban", mas esse negócio de voltar a fazer peças antigas não me atrai muito não. A Mostra é algo especial. A idéia é mostrar um panorama geral do trampo do Grupo, então aí acho que tá valendo. E a peça faz parte do repertório do Grupo. Se alguma outra cidade que ainda não viu a peça se interessa em comprar especificamente esse espetáculo, acho du caralho, a gente vai lá e faz. Mas apresentar outra temporada em São Paulo, não me entusiasma. Às vezes até acontece da gente fazer alguma temporada de peça antiga, mas é porque as circustancias que aparecem são convenientes e tal. Simplesmente acontece e eu me divirto também. Mas eu não planejo isso. Eu tenho tantas idéias novas. Quero fazer adaptações, quero escrever e montar outras peças. Quero colocar as peças novas em cartaz. E não dá tempo de fazer tudo o que eu quero. Por isso é que a gente faz tantas peças de uma vez. O que não faltam são idéias. E eu detesto idéias que não se realizam. Quero saber o que tá acontecendo comigo neste momento. O resto eu lembro de vez em quando e nos momentos certos. Eu não quero ir no certo. Eu quero experimentar o que até pode dar errado. É isso que me interessa. Se não for assim, vou fazer qualquer outra coisa." Ele entendeu. E eu também. De vez em quando é bom me lembrar o que estou fazendo aqui. E eu sei que é por pouco tempo. Então é melhor não perder tempo.



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 10h58
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CHURRASQUIANAS - FOTOS

 

Jota Eme, uma babá bêbada quase perfeita, e Catarina

Negão falando alguma merda e as mulheres se divertindo

Negão e Catarina

Tempo Instável Acústico

As fotos são todas de Adriana Du Mal. + fotos no blog pessoal do Mário e Fotoblog do Cemitério.



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 10h54
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