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O Clayton escreveu sobre "O que restou do Sagrado" no blog dele. Pode até não parecer. Pode parecer que o cara viajou e tal. Mas porra nenhuma. O cara escreveu sobre o espetáculo. Escreveu muito. Sobre o espetáculo.
A Justiça é burra. E ficou de recuperação
O Que Restou do Sagrado
Eu é que não sei. Ultimamente estou relutando e muito para não escrever a respeito de peças, filmes, música, lástimas a respeito do trabalho, seja lá o que for. Fato é que não dá pra não comentar a respeito dessa peça do Cemitério de Automóveis em cartaz no Teatro dos Satyros (na Praça Roosevelt, a um quarteirão de minha nova casa). A peça. Uma caralhada de vezes eu me questionei a respeito dessa relação de opostos. Fui fundo, li, reli, participei de rituais, bebi coisas indivulgáveis e submeti meu corpo, alma, pensamento e sentimento em coisas que resultaram em nada. Não sei se questionaria Deus ou Diabo diante do meu já convicto existencialismo cristão. O que sei é que O Que Restou... responde a muitas coisas que já havia pensado e nunca consegui encontrar conclusões. Por força da profissão eu já entrevistei várias figuras, uma delas em especial. Trata-se da mãe de um homicida que ficou muito conhecido na mídia depois de fazer arruaça num cinema. Ela dizia que não conhecia aquela pessoa e que só fazia lembrar de uma criança feliz, ingênua e pura. O olhar dele dizia outra coisa. O cara queria estourar miolos despudoradamente em plena projeção. Se ele se arrependeu disso. Os laudos psiquiátricos dizem que não. Outro matou um casal de namorados enquanto esses acampavam. O pivete _hoje enfurnado numa suposta instituição para menores_ não se arrependeu nem nunca se arrependerá. Aos 21 anos, quando sair de onde está, irá fazer pior. E por aí vai. Onde ele está eu não sei. O que sei é que a cada dia que passa creio mais na incredulidade, alimento com fome incessante a indiferença a respeito de tudo e de todos. Acho que ele, no alto de seu status cultuado por um terço da população do planeta, faz o mesmo. O que escrevi aqui nada tem a ver com o enredo da peça. Mas me deu um pouco mais de subsídio para, complacentemente, sentar na calçada, abrir uma lata de cerveja e olhar o cachorro correndo atrás do pneu do carro enquanto ouço tiros ao fundo. A peça rola às segundas e terças às 21h30. Dica: o Satyros fica ao lado da Igreja da Consolação. Morre em R$ 10, que aliás são muito, mas muito bem pagos
(Clayton)
Escrito por Cemitério de Automóveis às 03h43
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O HERÓI DEVOLVIDO
Mirisola já voltou de Florianópolis e foi conferir como está o espetáculo no Centro Cultural São Paulo. Ontem ele disse que tinha gostado muito. E o espetáculo prossegue nesta quarta e quinta feira sempre às 21h.
Centro Cultural São Paulo - Sala Paulo Emílio
Rua Vergueiro, 1000 (Metrô Vergueiro)
Escrito por Cemitério de Automóveis às 01h46
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CEMITÉRIO EM CARTAZ - HOJE
No Espaço Satyros tem "O que restou do Sagrado"
e na Sala Paulo Emilio do Centro Cultural São Paulo tem "O Herói Devolvido"
Mais informações sobre as peças nos posts abaixo.
Escrito por Cemitério de Automóveis às 12h53
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REESTRÉIA HOJE

GRUPO DE TEATRO CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS
O QUE RESTOU DO SAGRADO
Texto e Direção : Mário Bortolotto
Elenco
Fernanda D´Umbra
Gabriel Pinheiro
Lavínia Pannunzio Mariana Leme Mário Bortolotto
Ivan Cabral (Nelson Peres)
Wilton Andrade
Sonoplastia e Iluminação : Mário Bortolotto
Operação Técnica : Marcelo Montenegro
Assistencia de Direção : Marcos Feitosa
Cenário : Gabriel Pinheiro
Figurinos : Ofélia M. Lott
Fotos : Norberto Avelaneda
Direção de Palco : Wilton Andrade
Cenotécnico : Régis Santos
Projeto Gráfico : Rodrigo Somer e André Kitagawa
Produção: Fernanda D´Umbra
SERVIÇO
Estréia dia 24 de Janeiro de 2004
Segundas e Terças - 21h30
Ingresso: R$ 10,00
Recomendação: 16 anos
Espaço dos Satyros
Praça Roosevelt, 214 Tel: (11) 3258-6345
Escrito por Cemitério de Automóveis às 22h27
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