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o Rover foi assistir "O que restou do Sagrado" e escreveu sobre sua epopéia em seu blog.

Epopéia sagrada

Numa dessas terças como várias outras (15/02/05), finalmente Sefir e eu acertamos os últimos detalhes e fomos pra SP assistir a peça “O Que Restou do Sagrado”, do Mário Bortolotto, no espaço dos Satyros (Consolação).
Resolvemos, inclusive, ir de carro, por óbvias questões de conforto. E lá foram nossos heróis from roça to SP. Quase uma hora de Dutra, Guarulhos, Marginal e começa a epopéia, totalmente endorsed by Yahoo Mapas de “vira aqui”, “é a oitava depois do terceiro sinal”, “é a ponte depois da Ericsson” e etc, etc. Até q, na Ipiranga, uma fechada nos desvia do acesso correto. Tensão. Volume do rádio de 52 pra 36. E agora, casal? Vagando totalmente guiados pelo senso de direção, depois de uns 10 minutos de total non sense, entramos numa tal Rua Piauí. Resolvo, sei lá pq, resolvo desembrulhar aquela pilha de mapas e PÁ!... a Rua Piauí fazia esquina com a Consolação, onde era a peça. Depois de nos ligarmos que estávamos no sentido contrário, um ligeiro contorno irregular acertou as coisas. Chegamos, estacionamento em frente, ingresso comprado (havia o cagaço do famoso “carão na porta”), lá estamos nós. Tomamos uma coquinha básica no La Barca, ao lado, entramos.
Após baixar o estupor de estar num lugar tão pequeno e ao mesmo tempo tão bem sacado, sentamos e esperamos o início da peça. Mas o que interessa não é a peça, até por que, quem freqüenta esse blog já deve ter clicado no link pra página do M Bortolotto (ali, ó) e já sabe, de velho, que a peça é muito boa, o trabalho do Cemitério de Automóveis é muito bacana e feito com tesão. O lance é, como no post sobre o Velho e o Mar, as coisas se encontram, mesmo que de forma subjetiva. Rapidamente: 06 sangue ruim (mais tarde, mais fundo, sabemos que são 07... na verdade, a gente já sabe q são todos, mas sigamos) se trombam numa igreja, no dia do apocalipse. Pra que esse não se concretize, os caras devem se arrepender, honestamente. Devem admitir que erraram, ou seja: se curvarem. Chegou a hora. E aí? Perdeu, prayboy? Se arrepender, as vzs, da história de uma vida, ou do sustentáculo de uma vida, de um sucesso, DO sucesso, de um feito tremendo, não é fácil, muito menos usual... mas por outro lado, eles são os salvadores do mundo. TODO MUNDO depende desses caras, de quão bons e humildes eles possam ser. Mas sem instrução prévia. Cada um indo até onde pode, ou onde consegue ir. No final, vc pensa de acordo com o q vc sente: a luz representa o dia seguinte, o triunfo da humildade e da expiação? Ou é a última luz, o final de todos os tempos, a vitória da luz negra, quase pagã e individualista no pior da palavra, sobre o sentimento de culpa que rege toda a moral cristã ocidental, devorando tudo ao redor?
Não está pronto, nem é fácil. Mas foi muito louco pensar nisso tudo naquela terça feira, nos Satyros.

=x=

Pra quem adora histórias com “começo, meio e fim”, a.k.a. “clip dos anos 80”: pra voltar, a gente foi vagando em sentido contrário ao que viemos até a primeira placa “Zona Norte” Daí, foi fácil-fácil, mole-mole.

=x=

E ainda, as saída do teatro adquiri meu “Bagana na Chuva”, livro do Mário Bortolotto que a digníssima Lúcia S pode falar melhor que eu, pois já o leu. Esperei alguns momentos (dica do boa-praça Bactéria) e peguei o cara na saída, pedi um autógrafo no livro, o cara prontamente atendeu (e muito de boa – se eu fosse artista sub-tudo-mas-capa-de-revista, eu falaria “com aquela generosidade toda dele, né?”), me identifiquei, trocamos umas breves idéias e, no sossego total, ele foi pro La Barca bebemorar, nós voltamos Dutra abaixo. Pra quem chegou a pensar que viver do que se gosta é utopia, pq tem q se enquadrar e se submeter a isso e aquilo, foi um encontro bacana, talvez até revelador.

                                     (Rover)

"O que restou do Sagrado" está em cartaz às Segundas e Terças no Espaço dos Satyros - Praça Roosevelt, 214 - Tel: 3258-6345 às 21h30 - Ingressos : R$ 10,00




 Escrito por Cemitério de Automóveis às 15h24
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