Blog do Grupo de Teatro Cemitério de Automóveis
     
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O que é isto?
 


E O LINARI ESCREVEU MAIS EM SEU FOTOLOG

Aqui ele conta do dia que foi assistir "Getsêmani"

Lembro de uma ocasião, quando fui ver a peça Getsêmani, do Bortolotto, numa tal “Sala Experimental” do conhecido Teatro Augusta, no centro de São Paulo (aliás, um parênteses: foi onde entendi a subversão do grupo Cemitério de Automóveis: os caras simplesmente ocuparam o porão de um teatro já conhecido – um cubículo cheio de móveis empoeirados, ratos, baratas, e entulhos – deram uma garibada no lugar, botaram umas 20 cadeiras, e batizaram o lance de “Sala Experimental de Teatro”... sem comentários...isso é o underground artístico verdadeiro...Malandragem pura. Fecha parênteses))

Mas então: ... o músico Carlos Careqa fazia o papel de um ripongo natureba (asqueroso, afetadíssimo) , com um violãozinho medonho nas mão – ele fazia o papel d’“A Besta” na peça, que tinha também uns seqüestradores heavy metal – Marião, Joeli Pimentel, Wiltão Andrade e André Ceccato – que zuavam o cara, espinafravam e mandavam o cara enfiar o “Paz e Amor” dele no cú, ameaçavam quebrar o violão, enchê-lo de porrada...uma avacalhação dos diabos!

Daí ...na saída, lembro de uma Senhôura – dessas muito bem apessoadas, com cara de Florais de Báh, tôda cabêça. .. ela foi saindo da sala comentando com a amiga: “esse Bortolotto é um ignorante...preconceituoso...não respeita a opção individual de cada um...etc etc”.

Pensei: “Acertou na mosca!”

Atualmente, o Cemitério de Automóveis tá com uma peça em cartaz no espaço Satyrus, que fica na praça Roosevelt. “O que Restou do Sagrado”. A temática da peça segue a linha soft do Bortolotto: confinados dentro de uma igreja: um estuprador de criancinhas, um homófobo assassino, uma atriz pornô, uma escritora lésbica, um playboy milionário...todos dentro de uma igreja, às vésperas do Apocalipse, do fim do mundo....E então daí...

                     (Marcos Linari)

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 Escrito por Cemitério de Automóveis às 16h28
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Fiquei sabendo que uma atriz teve que dançar coreografia do filme "Footloose" em teste pra tirar DRT. Eu só tenho uma coisa pra perguntar: Mas que porra é essa?



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 10h24
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E O LINARI ESCREVEU SOBRE A GENTE

(FICAMOS HONRADOS)

03/22/05

Esse cara aí é fóda. Ator, escritor, vodkalista de Blues e o dramaturgo mais cool do país. Já essa mina...Essa mina é fóda. Dança, escreve, bebe uísque sem gelo, e é a melhor atriz de teatro da nossa geração. Não é exagero não. É fato.

Mário Bortolotto e Fernanda D’Umbra, do grupo Cemitério de Automóveis.
Conhecê-los foi, pra nós do LC, de uma felicidade e honra indescritíveis. Pra mim em particular, uma influência decisiva no jeito de escrever e compor.

Acho que foi em 2001 quando conhecemos o Cemitério de Automóveis. Marião nos mandou e-mail, leu algo na revista Bizz, comprou CD pelo site (o cara quis “comprar”!, vai vendo só o cara...), e aí ficamos nessa de trocar e-mails com ele e com a Fernanda um tempão. Mas nós nunca imaginamos que eles dois eram do “tiatro” nem nada disso...naquela época eles não tinham blog, site, nada dessas coisas...Quanto a mim, o “Tiatro” era um negócio que...um negócio meio esquisito, digamos.

Daí um dia abro o jornal...Caderno 2...”Nossa Vida Não Vale um Chevrolet” no Teatro Sérgio Cardoso. By quem? Mario Bortolotto! Produção de Fernanda D’Umbra! Na hora, me veio na mente o óbvio: “Mas que filhodaputa, escondendo jogo...” Fiquei sabendo pelos jornais...vai vendo só esses caras...

Daí que num domingão, lá fomos nós pro Sergio Cardoso. Fica no Bixiga.

Tinha nós do LC e mais meia dúzia de gatos pingados na platéia. E uma goteira num balde. No palco, não tinha nada. Nem uma cadeira, uma mesa, nada. Eu tinha tomado uns tinguá no restautante ao lado, pra ficar no grau – tava nervoso, nunca tinha ido ao teatro, porra! Nós e nossas mulher lá. E a goteira cumendo solto. Tudo preparado. Que as luzes se apaguem...

Aí aconteceu.
Saindo da coxia, uma bela moça, de saia e coturnos pretos, ambos de couro, na mão um pequeno porta-retrato...veio em nossa direção: ("Começou", pensei.). A moça se aproximou de nós, e disse: “olha só rapaziada...vocês desculpem... mas hoje não vai rolar espetáculo...por causa do bactéria...pois é,... o cara da iluminação, ele não veio... bactéria ele furou...hoje não vai rolar... etc etc...explicou lá, algo sobre bactérias. Era a Fernanda D`Umbra.
Demorou uns segundos pra me cair a ficha. Fiz cara de paisagem. Mas daí quando “entendi” a situação que tava rolando...véio, eu achei isso...ducaralho.

Eu só tinha visto isso acontecer em show de rock à noite... tipo o “baterista não veio”, “queimou o ampli”...”, ou “os fiscal do ECAD tão aí”...etc...No teatro eu nunca imaginei que rolasse isso também! E a Fernanda lá, segurando aquele porta-retrato, entre grave e sorridente...”Não vai rolar espetáculo.” A gente falou Magina, tudo bem. Já gostei à partir daí. Pensei: “mas que puta esculacho!”

Daí a gente meio que se apresentou pra Fernanda, e ela nos levou ao camarim. E lá estava o enfant terrible , com aquela camiseta preta de monstro que ele não tira, um coturno todo fodido e aquela voz cavernosa...”E aí Linari? Certo? Ó os La Carne aê...”

A conversa que se seguiu...porra, não adianta... o Mario é um cara sangue bom de verdade. Sabe das coisas. Leu todos os Beats, ouviu Antonio Marcos e Tony Lemos, adora Blues, bebedeiras e rock fuleiro...um cara inteligente, autêntico, briguento e engraçado - e ainda escreve uns puta livro (“Bagana na Chuva”, “Pros Inocentes que Ficaram em Casa”, ...), e umas peças cabulosas, ...(peças? peraí, mas não teve peça nesse dia, porra!)

Esse foi nosso primeiro contato com o Cemitério de Automóveis. Saquei que o lance dos caras era roquenrol pra caralho!

(Ah, sim...quando já estávamos indo embora, quem é que aparece? O Bactéria)

                       (Linari)

Marcos Linari é o vocalista da Banda "La Carne", uma das bandas mais fudidas desse país e é amigo nosso (é claro). "La Carne" estará se apresentando no dia 1 de Abril juntamente com os amigos das Bandas "OaeoZ" e "Iris" de Curitiba no Outs. Vai ser histórico.

Ah, este texto foi publicado originalmente no Fotolog do "La Carne" (http://fotologlacarne.net_)



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 12h22
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