HOMENS, SANTOS E DESERTORES

Fala do rito de passagem. Passagem da adolescência para a vida adulta. Um garoto, outsider total, não consegue se sentir à vontade em nenhum lugar que a vida lhe oferece. Não encontra alternativa e sente que não parece talhado para o mundo que ofereceram a ele. Seu pai é o típico desertor, o cara que também ficou a margem, mas preferiu optar pela indiferença. Nunca trocou mais que duas palavras com o filho e no momento está em algum lugar do México com um amigo motociclista. A mãe, abandonada e solitária, não consegue ajudar o Garoto. Não tem amigos, nem namorada e não parece se interessar por nada que os garotos de sua idade demonstram interesse. Encontra um Homem que vive recluso, anti-social, um estóico. Vive cercado de livros e não gosta de receber ninguém em sua casa. O Garoto se identifica com o Homem e passa a freqüentar diariamente a casa dele, mesmo contra a vontade do Homem. O encontro desses dois personagens à deriva de gerações diferentes, mas com tanto em comum proporciona ao dramaturgo discutir um de seus assuntos preferidos. A figura do Outsider. Do sujeito que não se enquadra. Do cara que propositalmente parece optar pela infelicidade como única maneira de se sentir autêntico em um mundo onde todo mundo parece querer fazer parte de alguma coisa. Onde todo mundo quer ser aceito. Há sujeitos que preferem não entrar na corrida dos ratos, e é basicamente desses personagens que a peça trata.
Texto: Mário Bortolotto
Direção : Fernanda D´Umbra
Elenco: Mário Bortolotto e Gabriel Pinheiro
Sonoplastia : Mário Bortolotto
Iluminação : Fernanda D´Umbra
Cenário : Gabriel Pinheiro
Reestréia na próxima quinta-feira (Dia 7)
Teatro do Centro da Terra
Rua Piracuama, 19 - Sumaré
Metrô Sumaré
Tel : 3675-1595
21h
Escrito por Cemitério de Automóveis às 14h58
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HOMENS, SANTOS E DESERTORES
Reestréia na próxima quinta-feira (Dia 7)
Teatro do Centro da Terra
Rua Piracuama, 19 - Sumaré
Metrô Sumaré
Tel : 3675-1595
21h
Escrito por Cemitério de Automóveis às 14h13
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O QUE RESTOU DO SAGRADO - ÚLTIMO DIA

Hoje termina a temporada do espetáculo "O que restou do Sagrado". Não tenho muito o que dizer. Foi uma temporada muito maneira, de um espetáculo que me sinto na obrigação de fazer. É claro que gosto de estar fazendo e tudo o mais. Mas a parada é outra. É necessária. Precisaria de muitos caracteres pra explicar. E a UOL não permite. E eu também não tô com saco. Então a gente fica assim.
ÚLTIMO DIA
Hoje (terça-feira)
Praça Roosevelt, 214 - Tel : 3258-6345
21h30
Ingresso: R$ 10
Escrito por Cemitério de Automóveis às 04h19
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