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EU NÃO TENHO RESPOSTAS
O Pedro Pellegrino escreveu no blog dele. E eu não tenho respostas, Brother.
HOMENS , SANTOS E DESERTORES

Como uma peça pode ser tão boa ?
Como uma peça pode mexer tanto com a gente ?
Como uma peça pode te nocautear em todos os assaltos ?
Como uma peça pode pegar lá no fundo da sua alma ?
Como uma peça pode ser assistida pela terceira vez e sempre parecer a primeira ?
Como uma peça me faz sempre ficar com cara de bobo por não saber o que dizer?
Será que toda vez que sair dela , não saberei pra onde estou indo ?
Como uma peça pode fazer o tempo parar?
Como uma trilha-sonora pode ser tão boa ?
Como um escuro pode ser tão essencial ?
Como umas luzes podem atuar junto com os atores?
E aquelas frases , falas , interrogações , exclamações?
Como dois atores podem ser tão geniais ?
Como uma direção pode ser tão espetacular , que você nem a percebe?
Como uma peça pode te fazer entender um pouco mais a sua indiferença?
Como uma peça pode fazer os seus batimentos cardíacos dispararem?
Por que será que minha mão sempre fica suada?
Como uma peça pode ficar sempre na sua cabeça?
Como uma peça consegue mostrar a dor dos homens , santos e desertores?
Como uma peça faz um cara que estava na minha frente , ficar balançando a cabeça positivamente o tempo todo?
Como todas aquelas palavras parecem feitas por encomenda?
Como não ficar emocionado?
Como uma peça faz você sentir mais perto de Deus?
Respostas, favor entrar em contato com Mário Bortolotto , Gabriel Pinheiro e Fernanda D'Umbra.
(Pedro Pellegrino)
Escrito por Cemitério de Automóveis às 10h49
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RIO DE JANEIRO
Estaremos durante o mês de Maio no Rio de Janeiro apresentando cinco espetáculos dentro do Projeto de Dramaturgia Contemporanea organizado pelo Roberto Alvim.
A programação é a seguinte:
Dias 06, 07 e 08/05 - A Frente Fria que a Chuva traz
Dias 12, 13, 14 e 15/05 - O que restou do Sagrado
Dias 19, 20, 21, 22/05 - Homens, Santos e Desertores
Dias 26 e 27/05 - Getsêmani
Dias 28 e 29/05 - Medusa de Rayban
No Teatro Ziembinski
Rua Heitor Beltrão, s/n
Tijuca
Tel : 2254-5399
Escrito por Cemitério de Automóveis às 09h51
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HOMENS, SANTOS E DESERTORES - ÚLTIMO DIA

O último dia do espetáculo. O último dia da temporada. Acontece. Estamos indo pro Rio de Janeiro na próxima semana. Foi muito legal ter feito a peça no Teatro do Centro da Terra. O teatro é maneiro e a rapaziada que trabalha lá também é. Foi divertido. E foi sério. Essa noite também vai ser. Deve haver testemunhas. Quero acreditar que sim.
Teatro do Centro da Terra
Rua Piracuama, 19 - Sumaré
Metrô Sumaré
(Pra quem for pela Alfonso Bovero é só entrar a direita na Apinagés - A primeira já é a Piracuama)
Tel : 3675-1595
21h30
Hoje (último dia)
R$ 15
Escrito por Cemitério de Automóveis às 01h35
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HOMENS, SANTOS E DESERTORES - ÚLTIMOS DIAS

São realmente os dois últimos dias dessa curta temporada. É um espetáculo muito especial pra gente. Quando escrevi, nem queria fazer como ator. Queria chamar o Zé Carlos Machado e o Gabriel. Só ia dirigir. É uma peça um bocado delicada. Mas o Zé não pôde fazer. Então foi o Gabriel que intimou: "Faz você, Marião". E eu disse: "Tudo bem, eu faço, mas a Fernanda dirige". E essa se mostrou uma decisão muito acertada. A Fernanda conseguiu a delicadeza necessária para uma direção tão difícil e detalhista que é o que o texto pedia. E é foda de bom de estar lá fazendo. E hoje e amanhã são os últimos dias dessa curta e prazeirosa temporada. Depois a gente vai pro Rio de Janeiro fazer cinco espetáculos (entre eles, o "Homens, Santos e Desertores"), mas depois eu falo sobre isso.
Teatro do Centro da Terra
Rua Piracuama, 19 - Sumaré
Metrô Sumaré
(Pra quem for pela Alfonso Bovero é só entrar a direita na Apinagés - A primeira já é a Piracuama)
Tel : 3675-1595
21h30
Quinta e Sexta (dois últimos dias)
R$ 15
Escrito por Cemitério de Automóveis às 01h59
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CONFUSÃO NA PLATÉIA
Na apresentação de sexta-feira do espetáculo "Homens, Santos e Desertores" aconteceu um fato bastante desagradável. Um bêbado entrou no teatro e começou a avacalhar. Falava no meio da peça, incomodava o público e barbarizava geral. Parte da platéia ficou revoltada e começou a brigar com o bêbado. A gente lá no palco não podia fazer nada. Sou contra parar a peça no meio. Não é show de música. É teatro, porra. No final dos espetáculos já tive a manha de bater de frente com sujeito folgado. Nesse dia não tava a fim. Essa peça é especial demais pra mim. A gente não voltou para os aplausos (aliás não gosto de voltar, especialmente nesse espetáculo). Desci pro camarim e fiquei na minha. Mas foi bem chato. Não é fácil manter a concentração quando você percebe que está rolando uma peça paralela na platéia. O Thiago Duran me mandou um e-mail comentando o ocorrido. Tá aí embaixo:
Olá Mário.
Assisti "homens, santos e desertores" na sexta. Posso dizer que o texto me deixou meio sem palavras, fiquei meio no ar, abobado. Não esperava sentir isso. Uma pena foi ter meia dúzia de idiotas atrapalhando a compreensão de qualquer um que não queria perder nada. Quero inclusive assistir de novo, só espero não ter esses idiotas para atrapalhar. Aliás, vocês vão apresentar essa peça na mostra?
Tem mais uma coisa. Seus livros com as peças ainda estão disponíveis ou já acabaram? Eu queria comprá-los.
Grande abraço,
Thiago.
Nesta semana acontecem as duas últimas apresentações. Apareçam por lá e esperem pra beber após o espetáculo.
Teatro do Centro da Terra
Rua Piracuama, 19 - Sumaré
Metrô Sumaré
(Pra quem for pela Alfonso Bovero é só entrar a direita na Apinagés - A primeira já é a Piracuama)
Tel : 3675-1595
21h30
Quinta e Sexta.
R$ 15
Escrito por Cemitério de Automóveis às 10h24
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FOLHA DE SÃO PAULO - HOJE
Tá tudo certo. Mas a Mostra com possíveis 30 peças acontece em Julho no Centro Cultural São Paulo, não em Maio. No mês de Maio estaremos no Rio de Janeiro com uma pequena Mostra de cinco peças.
TEATRO
Dramaturgo tem três peças, "Fuck You, Baby", "A Lua É Minha" e "Homens, Santos e Desertores", em cartaz na cidade
Bortolotto capta drama da "polifonia urbana"
Ayrton Vignola/Folha Imagem
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O dramaturgo Mário Bortolotto, que tem três peças em cartaz em SP |
VALMIR SANTOS DA REPORTAGEM LOCAL
Três peças de Mário Bortolotto em cartaz na cidade. Talvez signifique pouco para quem já realizou mostras com 14, 26 textos e ainda prepara uma outra com 30, para maio, no Centro Cultural São Paulo, iniciativa do seu grupo Cemitério de Automóveis e de dezenas de atores convidados. Os admiradores e aqueles que ainda não conhecem esse dramaturgo paranaense podem encontrá-lo em três regiões da cidade: "Fuck You, Baby", no centro, "A Lua É Minha", na zona leste, e "Homens, Santos e Desertores", na zona oeste. Nesta última, Bortolotto, 42, também atua sob direção de Fernanda D'Umbra. "Fuck You, Baby" é um projeto da Cia. Teatro X, e "A Lua É Minha" tem direção de Zecarlos Machado, do Tapa. "Acho que já escrevi de 45 a 50 peças. Preciso parar para contar. E tenho várias idéias para outras. É só beber menos e ficar em casa de madrugada, escrevendo", diz o dono do blog http://atirenodramaturgo.zip.net.
Folha - Você costuma dirigir seus textos. Gosta de ser encenado por outros? Mário Bortolotto - Gosto, em princípio. Nem sempre fico satisfeito com as encenações. Muitas vezes acontece de o diretor não ter a menor afinidade com o universo dos meus textos e acabar fazendo besteira. Mas às vezes acontecem encenações maneiras e sintonizadas com meu pensamento.
Folha - Você vê relação entre as três peças em cartaz? Bortolotto - Claro que sim. É o meu universo, a minha abordagem, a mesma maneira de mexer com o bisturi verborrágico em assuntos que me instigam há muito tempo. "Fuck You, Baby" é uma peça dos anos 80, em que eu abuso de um vocabulário pop, meio pós-moderno, meio cartum, para contar a história da garota que foge de casa e cai na vida. Já "A Lua É Minha", que é de 1994, é um texto no qual falo de impotência criativa. Qual escritor ou artista que não passou por isso? Eu uso a figura do artista plástico como personagem principal porque, na época, eu estava fissurado em artes plásticas. "Homens, Santos e Desertores", que foi escrita em 2002, é uma peça particularmente muito cara à minha dramaturgia por eu estar começando a investigar e mexer em feridas delicadas. Tem a ver com uma atitude de: "Foda-se. As coisas precisam ser ditas". Eu não estou medindo conseqüências com a minha dramaturgia.
Folha - Em "Homens, Santos e Desertores", é você quarentão conversando com você moleque? Bortolotto - Não. Não é bem isso. Uma parte talvez. É sempre uma parte só. Em qualquer criação artística é assim. Uma parte é o autor, a outra é onde sua vista alcança, até onde consegue ouvir, apesar de toda a polifonia urbana.
Folha - Quase toda a sua dramaturgia está publicada. Isso é raro no Brasil, sobretudo com um autor contemporâneo. Bortolotto - Antes, ligavam e eu tinha que ficar xerocando e mandando pelo correio. Hoje, a pessoa vem e compra os livros.
Escrito por Cemitério de Automóveis às 08h42
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