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TANTO FAZ - ESTRÉIA
Queria falar mais de "Tanto Faz", adaptação que fiz do livro do meu grande amigo Reinaldo Moraes, mas tô muito cansado, com a voz em petição de miséria e tentando colocar inutílmente o sono em dia. Amanhã tento escrever sobre. Vou passar a tarde inteira ensaiando com um elenco de 20 atores. A peça estréia daqui há pouco.
TANTO FAZ
Dias 14, 15, 16 e 17 de Julho
21h
Centro Cultural São Paulo
Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1000
Tel : 3277-3611
Ingressos : R$ 12
Escrito por Cemitério de Automóveis às 09h42
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À QUEIMA-ROUPA
Este é um texto que gosto muito. E gosto muito da montagem também. É o meu texto mais speed e mais hardcore. Devido a velocidade do que acontece e do espírito adrenado do personagem, aproveito pra prestar uma homenagem reverente a grande banda Patife Band, do meu amigo Paulinho Barnabé (simplesmente um gênio - aliás eles vão estar tocando hoje no Crowne Plaza - sacanagem - eu queria poder ver). A gente nunca entrou em temporada com essa peça. Só fizemos apresentações dentro das mostras. Mas ainda assim, é a peça preferida dos amigos Jairo Matos e Eucir de Souza. A história de um psicopata que sai da cadeia depois de ter cumprido doze anos por homicidio. E o cara sai no veneno. Ele tem um senso de justiça bastante particular e sai tocando o puteiro. Vamos apresentar dentro da Mostra hoje e amanhã. Só. E vale ainda dizer que é a peça que tem o elenco mais tranqueira e genial que pude arrumar (Além da tranqueira mor que eu sei que sou, ainda tem Batata, Deus, Jesus, Thiago Carcacinha, André Cecato Carcação, Paulinho Pankada, Marquinhos Arroba, Deco e Eucir). Vai ser foda.
Hoje na Mostra de Férias Cemitério de Automóveis
Terça (12), Quarta (13)
21h
Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1000
Tel: 3277-3611
Ingressos : R$ 12
Escrito por Cemitério de Automóveis às 12h58
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NA ESTRADA OUTRA VEZ - ÚLTIMO DIA

É foda. Faço essa peça com enorme prazer, mas é também um grande tormento. Vou confessar. Sou um ator um tanto quanto vagabundo. Gosto de fazer personagens que ficam sentados na mesa do bar, tomando cerveja e falando merda, calmamente. Lembro que uma vez tive a idéia de escrever e fazer uma peça que se chamaria "Esperando Godard". A parada era a seguinte. Dois caras sentados numa mesa de bar com um engradado de cerveja do lado. Eles ficavam bebendo e falando um monte de merda enquanto esperavam por um tal de Godard. Como no clássico de Beckett, o Godard não chegaria jamais e a peça terminaria com o esvaziamento do engradado. O tipo de espetáculo que a gente paga pra fazer. Não é o caso desse monólogo. Como bem definiu o maléfico Pierre Porpeta, "Kerouac" que eu faço hoje a noite na Mostra de Férias Cemitério de Automóveis, é rock and roll. São 50 minutos extenuantes. Quando a peça termina, estou literalmente em frangalhos. E é o tipo de peça que não admite meio termo. E pra entrar com verdade na vida desse sujeito não é fácil. A peça retrata uma época onde o Cara estava destilando (esse é um termo mais que apropriado) amargura. Ele está atormentado e meio enlouquecido, com flebite nas pernas e sofrendo crises de deliriuns tremens. O poético texto do meu amigo Mauricio e a excelente direção do meu Mestre Fauzi Arap exigem total entrega e despojamento. A vida desse Cara genial que eu procuro retratar exige isso. É o que eu procuro fazer. Como já disse várias vezes, é apenas a minha singela homenagem a um cara que ajudou a mudar minha vida. Tento ser digno de estar ali. Um brinde, Jack. Hoje à noite bebo por você, de novo.
KEROUAC
Texto de Mauricio Arruda Mendonça
Direção de Fauzi Arap
Com Mário Bortolotto
Iluminação : Fauzi Arap
Sonoplastia : Mário Bortolotto
Operação Técnica : Marcelo Montenegro
Hoje (Domingo) : 20h
Na Mostra de Férias do Cemitério de Automóveis
Centro Cultural São Paulo
Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1000
Tel: 3277-3611
Ingressos : R$ 12
Escrito por Cemitério de Automóveis às 09h57
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