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HOMENS, SANTOS E DESERTORES

Passei uma madrugada, sóbrio, terminando de escrever este texto. Já tinha mais da metade pronto. Queria mandar ele pra um concurso. Passei a madrugada, quer dizer, não exatamente a madrugada toda, acho que foram bons 30 minutos ininterruptos ou algo assim, escrevendo aqueles parágrafos caudalosos do final quando o Homem resolve escancarar a verdade pro Garoto, mostrar pra ele de uma vez por todas que não há nenhuma espécie de saída. Que não há esperança para sujeitos como eles. Que estamos fadados a santidade, o que não é exatamente um fardo fácil de carregar. Terminei de escrever e fiquei extenuado. Levantei da frente do computador e tomei um litro de água, voltei, li o texto e pensei: "É isso. Não vou mexer numa vírgula. Foda-se. É isso". É claro que não ganhei nenhum concurso. Nunca ganho. Já parei de mandar. Mas montei a peça, com uma direção extremamente delicada e sensível da Fernanda. Com uma atuação fudida do Gabriel. E algumas pessoas tem ficado emocionadas. Algumas pessoas já assistiram mais de dez vezes. Algumas pessoas tem sido ótimos interlocutores. Algumas pessoas se levantam da frente de computadores de madrugada, suando frio, e dão cabo de litros de água. Vale a pena escrever pra certas pessoas.

HOMENS, SANTOS E DESERTORES

Texto e Sonoplastia: Mário Bortolotto

Direção e Iluminação : Fernanda D´Umbra

Elenco : Mário Bortolotto e Gabriel Pinheiro

Operação Técnica : Marcelo Montenegro

De hoje a Domingo (De 21 a 24 de Julho)

Quinta, Sexta e Sábado : 21h

Domingo : 20h

Dentro da Mostra de Férias Cemitério de Automóveis

Centro Cultural São Paulo

Sala Jardel Filho

Rua Vergueiro, 1000

Metrô Vergueiro

Tel : 3277-3611

Ingressos : R$ 12



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 13h36
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NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET

Primeiro foi o título. Confesso. Tava em casa assistindo televisão e passou um comercial de "Chevrolet", muito maneiro, com um puta rockão estilo Springsteen. Era um comercial americano, acho que até hoje devo ter a música gravada em alguma fita cassete. Costumava gravar músicas da tv em fita cassete. Sempre deixava um gravador ligado perto da tv. Fiquei ouvindo a música e pensando: "Minha vida não vale um Chevrolet". Isso foi há quinze anos atrás. Hoje ela tá valendo um fusquinha 69. Eu escrevi o texto. É claro que os personagens teriam que ser ladrões de carro. A gente estreou a peça na abertura do Festival de Londrina em 90. Existem imagens em vídeo desse dia. Bastidores, cenas da apresentação e a festa de abertura do festival na seqüência. A apresentação foi um sucesso e a gente tava os mó superstar. Foi nesse dia que eu comecei a namorar a Chris que foi mãe da minha filha. Foi assim que começou "Nossa vida não vale um Chevrolet". Em Curitiba fiz a música a pedido do produtor da montagem curitibana. Fiz a música que eu deveria tocar na abertura da peça. Não toquei porque o produtor no dia não conseguiu descolar um violão. Vão vendo o naipe da produça. Mas a música virou também um pequeno clássico cult. Tá gravado no disco "Cachorros Gostam de Bourbon" e toda a rapaziada meio que sabe a letra ("o mal pula comigo na piscina e não se afoga / o mal joga xadrez em tardes quentes e não se afoba"). Os "Bêbados Habilidosos" costumavam me dar a honra de cantar nos shows deles. E o Picanha fez um arranjo du caralho dia desses pra ela. Em 2.000 eu estreei a peça em São Paulo dentro da I Mostra Cemitério de Automóveis. Ganhei o Shell. Paguei minhas dívidas. O ano passado fui pra França a convite do Festival de Pount a Mousson assistir a leitura do meu texto em francês. Não entendi quase porra nenhuma, mas gostei pra caralho. No mês de Junho o texto foi lido na Comédia Francesa em Paris. Dessa vez não descolaram passagem pra eu ir lá assistir. Acaba de sair em livro na França. Tô esperando meu exemplar. Também vai virar filme. Fiz a primeira versão do roteiro. Já tão escalando elenco. O Diretor não me fala nada. Fico sabendo mais por amigos do que pela direção do filme. E isso é uma reclamação sim. Que fique bem claro. Em Agosto o texto vai ser lido no México. Espero ir pra lá tomar uma tequila. Mas hoje essa peça vai ser apresentada dentro da Mostra de Férias Cemitério de Automóveis, com o elenco do Grupo. Quase o mesmo elenco que estreou em 2.000. Não tenho muito o que dizer. Vamos fazer do mesmo jeito que a gente vem fazendo há um tempão. Ou seja, Rock and Roll. Assistam e tentem discordar de mim. O Shell de "Melhor Atriz" do ano também deveria ter ido pra Fernanda.

NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET

Texto e Direção : Mário Bortolotto

Elenco : Fernanda D´Umbra, Jairo Matos, Mário Bortolotto, Gabriel Pinheiro, Milhen Cortaz, Thiago Pinheiro, Aline Abovsky, Paulo Jordão (Deus).

Só hoje (dia 27/07)

21h

Centro Cultural São Paulo

Sala Jardel Filho

Rua Vergueiro, 1000

Metrô Vergueiro

Tel : 3277-3611

Ingressos : R$ 12



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 11h41
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POSTCARDS DE ATACAMA

Depois que escrevi "Medusa de Rayban", decidi que fecharia uma trilogia sobre violência, solidão e morte, três temas que sempre atormentaram minha literatura, vida, e dramaturgia (como se eu conseguisse separar uma da outra). Então escrevi "Postcards de Atacama" pra falar especificamente de solidão. E é essa a imagem que me veio a cabeça. Um sujeito que foge de casa e manda para sua esposa cartões postais do deserto de Atacama. No primeiro cartaz do espetáculo, a imagem que pedi para que o Herman colocasse no cartaz, era uma caixa de correio no meio do deserto. Sempre gostei muito desse texto. Lembro que quando o Roberto Alvim nos convidou pela primeira vez para ir para o Rio de Janeiro, foi esse o texto que ele escolheu. A peça é repleta de silêncios que geram na seqüência momentos intempestivos com seus personagens solitários e atormentados. Tem referências claras de Jarmush ou Wenders. Tem muito do cinema mais árido que já consumi. Quando montamos em 97, a recepção foi mais ou menos fria. Eu entendo que a rapaziada estava esperando uma nova "Medusa de Rayban". Não foi o caso. "Postcards de Atacama" é muito diferente. Não forcei a barra pra ser. Apenas é. Não tenho nenhum compromisso de me revovar a cada espetáculo. Quando acontece, é muito natural. Lembro que o crítico da Folha de São Paulo na época, Nelson de Sá, desceu a lenha no espetáculo onde ele criticava o nosso jeito exageradamente despojado, o texto, nossa interpretação, tudo o que estava ao seu alcance. Pra vocês terem uma idéia, o nome da crítica era "Postcards de Atacama é apenas um arroto". Bem, Nelson de Sá não é mais crítico de teatro. Eu continuo sendo um dramaturgo. Isso não quer dizer muita coisa, mas enfim, o que eu quero dizer é que na época a gente achou foi muita graça da crítica do cara. Não me lembro de ninguém chateado. Acho que só um dos atores (não me lembro qual) ficou meio puto por ter suas sandálias havaianas criticada. "Postcards de Atacama" com o tempo ganhou um público fiel. Muitas pessoas me dizem que essa é a sua peça preferida. Vai ser apresentada hoje a noite. Única apresentação. Ensaiamos ontem a tarde. Ótimo elenco. Já vou avisando. Não dá pra perder o Deco de "Big Tony", o Cecato de Demônio e o Leandro de "Fã Jim Carrey do Brad Pitt". "Postcards..." também tem uma das cenas que eu mais gosto que é cena que o Nelsinho faz com a Fernanda ao som de Boogie Man do AC/DC. Tem participação especial de Deus (Paulo Jordão, é claro, seus hereges). E como se não bastasse tudo isso, ainda tem um de meus ídolos em teatro protagonizando o espetáculo. Zé Carlos Machado está em cena. É uma honra e um prazer ver o cara falando o meu texto. Acho que é pra isso que a gente escreve. E pra terminar eu gostaria de dizer que quem for assistir hoje o espetáculo, vai entender o meu catolicismo, minha fé em Deus e tudo o mais. É que eu quero ir pro Céu, porra. Minha idéia de inferno é realmente assustadora.

POSTCARDS DE ATACAMA

Texto e Direção : Mário Bortolotto

Elenco : Zé Carlos Machado, Fernanda D´Umbra, Nelson Peres, Marisa Lobo Viana, Mário Bortolotto, Lavínia Pannunzio, Fernando Paz, Aline Abovsky, Paula Arruda, Pedro Guilherme, Wilton Andrade, Mariana Leme, Fernanda Truisi, Leandro Godinho.

Participações especiais : Walter Figueiredo, Paulo Jordão e Guilherme Folco (sax)

Operação Técnica : Marcelo Montenegro

Só hoje (dia 26)

21h

Centro Cultural São Paulo

Sala Jardel Filho

Rua Vergueiro, 1000

Metrô Vergueiro

Tel : 3277-3611

Ingressos : R$ 12




 Escrito por Cemitério de Automóveis às 13h01
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POSTCARDS DE ATACAMA

Amanhã tem única apresentação da peça "Postcards de Atacama". Aconselho não perder.

Amanhã (26/07)

21h

Centro Cultural São Paulo

Sala Jardel Filho

Rua Vergueiro, 1000

Metrô Vergueiro

Tel : 3277-3611

Ingressos : R$ 12



 Escrito por Cemitério de Automóveis às 09h26
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