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CHAPA QUENTE - DOIS ÚLTIMOS DIAS

Posso pedir uma coisa? Cheguem cedo. Nós não somos um Grupo muito famoso. Não somos fodões. Não costumamos lotar os teatros. Mas é a última semana. E as pessoas tem essa mania de deixar pra última hora. E o teatro é pequeno. Ontem muita gente ficou de fora. Às 21h10 já tava lotado. Se por um lado, é maneiro ver o teatro lotado, por outro é chato pra caralho saber que ficou gente pra fora. Isso não é legal. Se o teatro deixar e houver necessidade, a gente até faz duas sessões no Domingo (no sábado é impossível porque a gente tem que correr pra Praça Roosevelt pro trampo lá no Satyros). Ninguém aqui tem preguiça de trabalhar e não gostamos da idéia de deixar ninguém de fora, mas façam um favor pra gente, se possível: Cheguem cedo, garantam o seu ingresso e tudo certo. Nós vamos ficar felizes e espero que vocês fiquem também.
CHAPA QUENTE
Adaptação dos Quadrinhos de André Kitagawa
Com o Grupo "Cemitério de Automóveis"
Só até Domingo (dia 02 de Julho)
Hoje às 21h30 e Domingo às 20h30
Antes do espetáculo estaremos exibindo o curta "Melodrama Blues" de Robson Timóteo, com poema e voz de Marcelo Montenegro e música de Fábio Brum.
Viga Espaço Cênico
Rua Capote Valente, 1323
Sumaré
Telefone : 3801-1843
Metrô Sumaré
Escrito por Cemitério de Automóveis às 13h12
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HOJE É DI GRÁTIS
Ontem foi muito maneiro. O Tche levou o seu telão e projetor. Amalfi e Brum apareceram com suas guitarras e amplis. A gente liberou a portaria e o que aconteceu foi du caralho. As pessoas entravam e saíam com latinhas de cerveja, aplaudiam os filmes que gostavam, participavam dos shows e como diria o nosso amigo Luís Guedes, foi uma "bela noite". Eu me diverti cantando de novo com a "Saco de Ratos Blues". O Marcelo leu poemas novos e emocionantes. E no final o Amalfi a pedidos deu bis de "My Funny Valentine" no trompete. Genial. Hoje a gente vai liberar de novo a portaria. A partir das 24h no Satyros. É só aparecer. A programação tá aí embaixo:
00h00 : Making off da Mostra Cemitério de 2.005
Documentário com direção de Douglas Kim - Cenas constrangedoras colhidas pelo cinegrafista coreano mais sacana da história do vídeo amador. As cenas com Deus (Jordão) e o final infernal com a lata de sardinhas que se transformou o carro de Deus com Snorkel completamente bêbado é simplesmente impagável.
00h20 : Fernanda D´Umbra cantando acompanhada
pelo Maestro Marcello Amalfi e Fábio Brum
Sim, meus amigos. A Fernanda também canta. E muito bem. Quem ainda não conhece, vai ter a oportunidade de ouvir.
00h35 : Bala
Curta-Metragem de Daniel Sabino e Simone Elias
O Curta que a gente fez em Guará e que ficou bem maneiro. Trabalho no filme como um tira corrupto. Só me chamam pra fazer dois tipos de personagem: Tira ou Bandido. Porque será? O Wiltão tá bem pra caralho como um bandido maluco.
00h45 : Tempo Instável
Pocket formação da banda com Mário Bortolotto, Noa Stroeter e Marcello Amalfi
Vamos tocar três ou quatro músicas do repertório que deve entrar no primeiro CD. Vai ser divertido.
01h00 : Cíntia e Celina
Curta de Tche Costa
É um curta do Tche. Esse eu ainda não vi. Não posso falar nada.
Escrito por Cemitério de Automóveis às 13h11
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01h08 : Balaio
Curta de Luiz Montes
O curta que o Luiz dirigiu adaptado do conto do Marçal Aquino. Toda a rapaziada tá no filme : Ceccato, Milhen, Deus, Cesana, Nelsinho, Wiltão e até esse bebum que vos escreve. Ganhou o Prêmio Canal Brasil em algum festival por aí. Não lembro qual. E ganhou também "Melhor Filme" no Festival de Curitiba.
01h20 : Paulo de Tharso e Fábio Brum (composições da dupla interpretadas por eles)
O Picanha canta pra caralho. E o Brum esmerilha a guitarra. As composições da dupla são ótimas. Precisa dizer mais alguma coisa?
01h30 : Dietagsarbit
Curta de Tche Costa
Outro curta do Tche que eu ainda não assisti.
01h35 : Camões ao Alto e Andante Cantabile
Curtas de Robert Coelho e Carlos Ribeiro
Esses dois curtas do Robert e do Carlos são du caralho. Mas só duram um minuto cada um. Se piscar ou resolver ir ao banheiro pra dar baixa na cerveja, já era.
01h38 : Patife Band
Curta documentário sobre a banda “Patife Band” – Direção de Marcelo Montenegro
A Patife Band seria a maior banda de rock do mundo (se fizesse rock). O que eles fazem é um tipo de arte bem maior. O Marcelo fez um pequeno documentário da última temporada de shows dos caras no Centro Cultural Banco do Brasil. Um documentário afetuoso e poético. Imperdível.
01h43 : Melodrama Blues
Curta de Robson Timóteo com poema de Marcelo Montenegro
O Marcelo dedica o filme para os amigos. E é isso mesmo. É tão bonito que chega a ser constrangedor, como já disse o próprio Marcelo. O Presidente é foda. Juntou algumas imagens dos amigos, usou um recurso pra ficar com aquele jeitão de filme antigo e fez uma pequena obra prima. Não vou nem falar do poema do Marcelo e da música do Fábio Brum, porque aí já é covardia.
01h50 : Jam Session com os músicos e amigos do Grupo
Aí é festa. Vamos tocar algumas merdas. Para desespero da Fernanda, a gente vai tocar "Casinha Branca". Bem que o Diniz podia aparecer pra cantar com a gente.
No Satyros 1 e começa às 24h
Grátis. Você entra e sai quando quiser.
O Satyros 1 fica na Praça Roosevelt, 214
Tel : 3258-6345
Escrito por Cemitério de Automóveis às 13h11
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CHAPA QUENTE - ÚLTIMA SEMANA

Este é o último final de semana da temporada do espetáculo "Chapa Quente", adaptação que fiz dos quadrinhos de André Kitagawa. E neste último final de semana, excepcionalmente teremos a participação ilustrissíma dos atores amigos Henrique Stroeter (o Napão) e Claudinei Brandão, substituindo o nosso amigo Batata (Walter Figueiredo) que tá no estaleiro, mas que deve ficar bom logo e voltar.
Antes das três últimas apresentações, dentro do Festival de Curtas e Vídeos Chapa Quente, será exibido o Curta de Robson Timóteo, "Melodrama Blues" com poema e voz de Marcelo Montenegro. Robson fez um belo trampo envelhecendo imagens de uma porrada de Brothers. Com o poema e voz do Marcelo, devo dizer que ficou bonito pra caralho.
O Robocop esteve aqui em São Paulo no último final de semana e assistiu a peça. Escreveu em seu blog a respeito e eu transcrevo no post abaixo:
Escrito por Cemitério de Automóveis às 11h37
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CHAPA QUENTE - EU VI
Em um festival de teatro nos anos 90, lembro que em um debate logo após o espetáculo Fica Frio alguém comentou que aquilo que o Cemitério de Automóveis fazia não era teatro, era cinema. Fico imaginando o que diria essa mesma pessoa se visse Chapa Quente. Chapa Quente é cinema. Ponto final. Depois que Robert Rodriguez provou que era possível adaptar HQ para a tela grande de uma forma original e divertida sem desrespeitar a obra e seu autor, Mário Bortolotto conseguiu fazer, aqui em terras tupiniquins, algo ainda mais ousado, complicado e surpreendente: conseguiu adaptar para o teatro, com uma direção cinematográfica, uma HQ que não deixa nada a desejar às importadas e aquelas produzidas por aqui. A parceria Mário Bortolotto/André Kitagawa representa para o teatro o mesmo que a parceria Robert Rodriguez/Frank Miller representa para o cinema. Chapa Quente, assim como Sin City, é um espetáculo originalíssimo e muito bem realizado.
No teatro de Bortolotto, a iluminação e a sonoplastia são personagens tão importantes quanto aos atores em cena, por isso mesmo elas são tão percebidas e comentadas ao final do espetáculo. A operação técnica (luz e som) tem que ser milimétrica. Marcelo Montenegro é um mestre nisso e já não é de hoje que opera luz e som, simultaneamente, com mãos cirúrgicas, além de assinar, junto com Bortolotto, a iluminação desse espetáculo. As músicas que compõem a trilha da peça são um show à parte. As ilustrações e animações que permeiam o espetáculo e que dão vida aos personagens tridimensionais que surgem pouco a pouco no palco são ótimas. Kitagawa é tão surpreendente em suas criações, como pessoalmente. Sujeito simples, quieto, sempre na dele e muito gente boa. Acho que essa parceria, como aquela do cinema, não pode parar por aqui. Devido as animações projetadas antes, durante e após o espetáculo é impossível conseguir um blackout total do palco. Isso seria um problema para a troca de cenário e de atores em cena. Seria, mas não em Chapa Quente. Lá, as trocas acontecem de tal forma que os atores continuam interpretando até mesmo no escuro. As entradas e saídas dos atores acontecem harmoniosamente. Eles entram, saem e se cruzam em cena “dançando” no ritmo da trilha sonora e de seus personagens. Direção precisa, como sempre.
Tudo até aqui parece perfeito, mas poderia ser jogado no lixo se quem animasse esses personagens, saídos da imaginação crível e perversa de Kitagawa, não fossem atores de primeira linha. O elenco é muito bom. Aliás, está aí outro talento do Bortolotto que é a de encontrar atores que parecem que foram criados para os personagens. Todos são bons e estão à vontade em cena, mas destaco aqui três: Gabriel Pinheiro na cena do assalto dá show, rouba a cena e reafirma que é um dos melhores atores de sua jovem geração. Paulo de Tharso, o famoso Picanha, é um achado magnífico. Suas participações, principalmente a do investigador policial, e seus cacos (para desespero de Bortolotto) já entraram para os anais do grupo. O que dizer então de uma cena onde os atores em palco respondem pelos singelos apelidos de Picanha e Batata. O resultado é genial, como não poderia deixar de ser. Por fim, destaco a participação da atriz Martha Nowil, é impossível não rir com suas aparições. Sua interpretação e seu timing para papéis cômicos são muito bons.
Tudo é muito bom em Chapa Quente. Se você mora em São Paulo tem mais três dias para acompanhar de perto tudo isso. Se você não mora, ainda dá tempo de fazer como eu. Pega um ônibus, um avião, carona, sua bicicleta ou vá andando até lá, mas não deixe de ver. Esse final de semana é o último. Depois só no próximo semestre e sabe lá Deus onde isso pode acontecer. É melhor se apressar senão, com o perdão do trocadilho, a chapa pode esquentar e aí o problema é unicamente seu.
(Alessandro Bartel - Robocop)
Até 02 de Julho/2006 (Domingo)
Sextas e Sábados : 21h30
Domingos : 20h30
Viga Espaço Cênico
Rua Capote Valente, 1323
Sumaré
Telefone : 3801-1843
Metrô Sumaré
Escrito por Cemitério de Automóveis às 11h36
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ENCERRAMENTO DA MOSTRA CEMITÉRIO À MEIA-NOITE
Aconteceu um troço chato pra caralho. Nosso amigo Walter Figueiredo (o Batata) tá di cama, caídaço com um problema sinistro de ciático. Ele tá triste pra caralho, e nós também. A gente vai ter que substituir ele na peça “Chapa Quente” nesse final de semana. Os atores Henrique Stroeter (o Napão) e Claudinei Brandão já estão decorando o texto. Nessa sexta à tarde a gente ensaia com os caras e eles entram no palco à noite. Vai dar tudo certo e a gente dedica o espetáculo pro nosso amigo Batata pra que ele fique bom logo e volte a trabalhar com a gente.
Problema 1 resolvido, aí tem o problema 2. Não há como substituir o Batata na peça “E éramos todos Thunderbirds”. É muito texto e não há tempo hábil de nenhum ator decorar todo o texto e ensaiar com a gente. Então teremos que cancelar as duas apresentações que aconteceriam à Meia-Noite encerrando a Mostra “Cemitério à Meia-Noite”. No lugar das apresentações faremos um Festival de Encerramento com curtas, vídeos e música. Acho que vai ficar maneiro também. Saquem só a programação nos posts abaixo:
E o mais maneiro é que como trata-se de um mini-festival (e não é um espetáculo de teatro, evidentemente), você paga o ingresso que está em promoção por R$ 10,00, ganha um carimbo e pode sair e voltar quando quiser. É só se programar pra ver o que te interessa e entrar na hora certa. Enquanto tá rolando algo que não for do seu agrado, fica lá fora tomando cerveja. Assim ninguém chateia ninguém.
Escrito por Cemitério de Automóveis às 11h36
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SEXTA-FEIRA (30/06)
00h00 : Exibição do Curta “Diário das Crianças no Porão”
Sobre a Mostra Cemitério de Automóveis de 2.002
Direção : Bedrock Vídeo (Marcelo Montenegro, Walter Figueiredo, Robson Timóteo e Jorge Oliveira)
00h20 : Exibição do Vídeo Clipe “Sentimental” dos Los Hermanos
Direção : Nilson Primitivo
00h25 Banda “Saco de Ratos Blues” – Mário Bortolotto, Fábio Brum e Marcello Amalfi
Blues em português com letras porra louca
00h35: Uma Quinta-Feira
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