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KEROUAC - HOJE E MAIS DUAS VEZES
Apresento hoje à noite o espetáculo "Kerouac", o monólogo que o meu amigo Mauricio Arruda Mendonça escreveu pra eu fazer. Convidei o Mestre Fauzi Arap pra dirigir e foi uma das montagens mais tranquilas que já fiz. A gente ensaiou o espetáculo todo no Salão de Festas do prédio dele. Já faço a peça desde 2.003 e pretendo fazer por mais alguns anos, se eu aguentar, é claro. Devo apresentar em Curitiba, em Novembro, e quero ver se no ano que vem consigo fazer em outras cidades. Em São Paulo faço mais três apresentações, contando com a de hoje. Aproveito o que meus amigos escrevem numas de ajudar a divulgar:
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Confesso, ontem eu baixei a guarda. Depois de rever Kerouac, depois de sentir toda aquela tristeza novamente, estava bebendo com os amigos e o Grande Douglas Diegues me pediu um depoimento pro seu programa de Tv. “Falar sobre o que, Douglas?”. Ele me disse pra falar do escritor Kerouac, dos beats, da peça e do Mário. Não hesitei nem um momento, baixei a guarda. Então vou tentar lembrar um pouco do que falei, depois de ser nocauteado pelo texto do Mauricio Arruda Mendonça, depois de ver Mário Bortolotto mostrar, mais uma vez, como seu status de Grande Ator não é elogio de amigo. Enfim, depois de ouvir Dylan mais uma vez, depois de ouvir aquela música que vou ouvir sempre.
“Jack Kerouac é o grande ícone do movimento beat. Jack é o cara de On the Road e do Subterrâneos, livro que considero essencial para a compreensão das qualidades do escritor Kerouac. O texto do Mauricio Arruda mostra esse cara decadente, esse cara humano e em dialogo constante com seus demônios. É um puta texto triste, com momentos de humor que nos ajudam a segurar a onda. Eu gosto especialmente da direção do Fauzi Arap porque o Marião é um tanto preguiçoso nos textos onde ele escreve e atua. O Fauzi exige do Mário e ele corresponde, ele é um puta ator. Nas montagens do Cemitério que eu conheço, só vi o Bortolotto despender tanta energia no “A queima roupa”. Existe uma tristeza nessa história do velho Jack Kerouac que pra um cara como eu é irresistível.”
(Pierre "Maléfico" Porpeta)
Serviço:
Espaço dos Satyros 2 Praça Roosevelt, 124 Telefone: 3258-6345
as 21h Duração: 50 minutos
Ingresso: R$ 20
Só de Segunda-Feira (Até 13/11)
Escrito por Cemitério de Automóveis às 13h29
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